Vila Velha/ES, 05 de agosto de 2005
COMUNICADO
Nº. 043/05
Prezados irmãos,
Dando continuidade ao trabalho com os irmãos surdos que têm chegado às nossas igrejas, a Comissão Responsável pelo Trabalho com Surdos, em reunião realizada no Presbitério nos dias 9 e 10 do corrente, no intuito de melhor atender àqueles irmãos e às igrejas que já possuem o trabalho, reformulou alguns itens e acrescentaram outros, conforme descrito a seguir:
1. INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE AS LÍNGUAS DE SINAIS
Muitas pessoas, por desconhecimento, crêem que as expressões faciais e corporais utilizadas pelos usuários das línguas de sinais são meros gestos ou mímica e que talvez os surdos não sejam capazes de entender e expressar todos os conceitos a partir dessa língua.
Esclarecemos que a Língua de Sinais, ao contrário das línguas orais, é uma língua de modalidade visual-gestual, ou seja, a informação é recebida pelos olhos e expressa pelas mãos.
As pesquisas lingüísticas realizadas no mundo inteiro comprovam que as línguas de sinais possuem as mesmas possibilidades de comunicação da língua dos que não são surdos. Portanto, é importante que os Pastores esclareçam às suas Igrejas que as expressões faciais e corporais utilizados pelos falantes da língua de sinais não são meros gestos ou mímica e que cada movimento feito pelo usuário da língua tem uma função gramatical.
Essas informações evitarão o surgimento de posições equivocadas a respeito do trabalho com surdos nas nossas igrejas.
2. LOCAL DO INTÉRPRETE
Com base no que foi exposto no item acima, aproveitamos para esclarecer que o intérprete deve ficar sempre em um local onde os surdos tenham pleno acesso visual ao que está sendo transmitido. É importante notar que deve ser evitado qualquer empecilho (pessoa ou objeto) entre o campo de visão do grupo de surdos e a pessoa responsável pela interpretação.
3. LOCAL MAIS APROPRIADO PARA OS SURDOS
Quando possível, os surdos poderão ocupar os bancos disponíveis à frente do púlpito. Caso a estrutura física da igreja não permita essa acomodação, o Pastor, juntamente com o(s) irmão(s) responsável(eis) pelo trabalho com os surdos, verificarão o local mais apropriado.
4. ATIVIDADES DOS IRMÃOS SURDOS
Os irmãos surdos poderão participar de quaisquer atividades da igreja. Os surdos têm sido usados no louvor (Grupo de Louvor de Surdos), glorificação ao Senhor durante o culto, Grupo de Limpeza, Visitas, Culto Profético e atendimento aos visitantes surdos. A surdez não implica em qualquer tipo de comprometimento da capacidade cognitiva das pessoas. Portanto é importante que seja dada a oportunidade para que esses irmãos também possam ser usados pelo Senhor.
5. DÚVIDAS SOBRE O TRABALHO COM SURDOS
Toda e qualquer dúvida em relação ao grupo de surdos deverá ser resolvida entre o Pastor e o(a) irmão(ã) responsável pelo trabalho local. Cabe lembrar a importância do Pastor da igreja no apoio aos irmãos que estão responsáveis pelo trabalho.
6. SOBRE AS IGREJAS QUE GOSTARIAM DE COMEÇAR O TRABALHO COM SURDOS
O número de surdos no Brasil é de cerca de 5,7 milhões, de modo que há uma grande necessidade de pessoas que falem da Obra do Senhor para que essas pessoas sejam alcançadas. Caso algum irmão possua domínio da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) ou tenha o desejo de aprender, deverá entrar em contato com a Comissão Responsável pelo Trabalho com Surdos através do seguinte e-mail:
prbizio@terra.com.br
A paz do Senhor.
A Secretaria
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